quinta-feira, 5 de março de 2009

Como fazer grandes anúncios


Muita gente que está iniciando a carreira de designer, tem uma grande dúvida: Como criar grandes e bons anúncios?
No livro "Propaganda. Teoria, Técnica Prática" de Armando Sant´anna ele nos mostra um pouco sobre isso, então resolvi retirar alguns fragmentos do texto do livro para ver se dava uma clareada nessa galera nova que está surgindo por aí. espero que gostem.


Na propaganda, quando o pessoa de criação inicia suas atividades, seus elementos tomam conhecimento da filosofia de trabalho da agência.
Como criar títulos e textos, como ilustrar anúncios e como selecionar a promessa básica para as suas campanhas. São as regras ditadas pela experiência e pela pesquisa. O objetivo é produzir bons anúncios.


1.O que é um Bom Anúncio?

Os cínicos sustentam que um bom anúncio é aquele que o cliente aprovou. Outros dizem que o bom anúncio é aquele que tem força de persuasão e seja lembrado, tanto pelo público, como pelo mundo publicitário, como um trabalho admirável.
Há aqueles que acham ser um bom anúncio o que vende o produto sem chamar a atenção para si mesmo. Deve grudar a atenção do leitor ao produto. Em vez de dizer: “ Que anúncio bem feito”, o leitor deve dizer “Eu não sabia disso...” Os homens de criação devem conhecer a experiência dos anunciantes de vendas pelo reembolso postal. Eles sabem mais a respeito das realidades da propaganda do que ninguém.
Devem conhecer também a experiência das lojas de departamentos. No dia em que inserem um anúncio podem contar as vendas que este anúncio produz.
Devem conhecer as experiência das campanhas de sucesso. Aprende-se muito estudando as campanhas vitoriosas.


2.Eficiência do Anúncio

O anúncio para ser eficiente precisa preencher os seguintes requisitos:

1.Ser original
Destacar-se. No apelo, na forma, na ilustração, no layout, na apresentação, na mídia e em como ela é explorada, etc...

2.Ser oportuno
Deve ser atual, atingir o leitor no momento mais adequado, da forma mais conveniente.

3.Ser Persuasivo
Ele deve ter credibilidade. O leitor tem que acreditar na mensagem (promessa base).

4.Ser persistente
Em publicidade não adiantam esforços isolados. Ele deve ir sedimentado-se na mentalidade do público, ir incutindo o hábito

5.Ter motivação
Os seus apelos devem atender às necessidades e desejos, responder aos anseios, mostrar que o sonho pode se transformar em realidade.

3. Elementos do Fundamento Estético da Propaganda

A estética é, antes de tudo, uma maneira de entender e estudar o Belo. Como verdade, construímos os nossos padrões estéticos pelo que aprendemos e consideramos ideal, ou convencionamos como tal. Segundo Raymond podemos simplificar como três os elementos de análise da Propaganda:

» Forma » Conteúdo » Equilíbrio

A Forma é antes de tudo o caminho capturado não pelo textual, mas pelo pictórico e simbólico. Esse campo é dominado na publicidade, prioritariamente, pela Direção de Arte.

O Conteúdo é a lógica textual, o universo narrativo e essência informativa na propaganda. Ao contrário do anterior, esse campo é dominado na publicidade, prioritariamente, pela Redação.

O Equilíbrio é o campo onde a lógica da conteúdo e expressividade da forma se combinam gerando uma peça publicitária onde os elementos não brigam entre si.

Isso não significa que não possam existir anúncios com "equilíbrio" onde a forma se destaque em relação ao conteúdo ou vice-versa. Na verdade é nesse campo onde a redação e a direção de arte interagem, selecionando o caminho ideal para que nenhum dos elementos apague os caminhos estéticos necessários ao outro.